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quarta-feira, 11 de março de 2009

Viagem a Bruxelas

A 2 de Março começada
para eles e para elas
à muito desejada
marcha já iniciada
o destino é Bruxelas

53 entusiasmados
5000 Km a percorrer
nos lugares sentados
condutores alinhados
as paisagens quero ver.

Ai banco reclinado
do nosso lar andante
um dormir dobrado
o esqueleto apertado
é a dor de viajante..

Visitámos o Parlamento
desta Europa unida
sentimos constrangimento
o presente em movimento
que futuro para vida.

-Precisamos parar.
É o descanso da bolina,
abram portas pra esticar
o farnel desembrulhar,
-lindas bombas gasolina!

Ao longo da viagem,
pra recordar um dia,
muitos tiros de coragem,
à procura da imagem
o disparo da fotografia.

Breendonk da tortura,
de gelo e lamento,
Alemães em bravura
de carrascos sem cura
a provocar sofrimento

Previamente preparados
na tv ele passou
não ficamos impressionados
dos relatos apresentados
o Kill Bill nos ajudou.

Senti a viagem fria,
não se dorme , não há sonho,
a previsão o dizia,
onde estás fantasia,
eis que surge o medronho

Passemos aos gigantes
no pódio dos olhares
se destingem por instantes
em momentos interessantes,
as histórias singulares;

A mascote comemorou
16 anos de idade
com o bolo se festejou
os parabéns se cantou
À Barbara felicidade

Ao Celso eu dedico
camarada obrigada
com gratidão eu fico
esta viagem de salpico
dura e encantada.

Em Burgos provocados
Oh Espanhol ? não vou nisso!
pela Cristina confrontados
se sentiram enganados
- eu não pago isso!!

Agora o homem, tá-se bem
seu estilo de artista
um equilíbrio do além
como ele não há quem
de skate é malabarista

Quando o vi me assustei
o Pedro ali sentado
bem fundo respirei
uma posição de rei
em frente ao Deputado

Pelo Rui confrontado
o Comunista da Europa,
ponham a lei de lado
pelo peixe apanhado
pro pescador é uma sopa.

Fomos bem prevenidos
aos senhores dos anéis
cuidado são atrevidos
dos ouros fingidos
ás margens das leis

A nota que saiu
do bolso para fora
no metro se viu
destraiu-se e surgiu
a multa da Dora

Ao mártir da viagem
um nosso professor
falta pouco coragem
0 inferno na bagagem
de sofrimento e dor

Conseguiste enfeitiçar
as gémeas manas
a todos fez pensar
como foste conquistar
as duas canadianas.

Obrigado professores
pelos momentos de história
viajar nos dá sabores
luz, brilho e cores,
gravados na memória.


Dedicado ao grupo da Esc. Séc. Gil Eanes em Lagos que visitou o Parlamento Europeu e outras lojas de pequeno retalho (ok, alguns bares).
Um obrigado especial aos professores que lançaram a primeira pedra (Uff, falharam), que trabalharam na organização desta deslocação.
A todos os professores e alunos pela boa camaradagem e espírito... santo. Amém.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Viagem a Porto Santo

Navegando no mar
Atlântico nossa estrada,
lá vamos conquistar,
sem nunca parar
esta nossa cruzada.

A bordo do barcão,
Gémeos do Mar seu nome,
já cá mora a tripulação,
na imensa solidão,
deste mar, que nos consome.

O Rumo foi traçado
ao sabor do vento,
o motor foi ligado,
245 aprumado,
um de nos, sempre atento.

Porto Santo é ilha,
Arquipélago da Madeira,
viúva que maravilha,
até a gaita brilha,
prós outros bebedeira.

Obrigado Amadeu,
esta bela oportunidade,
abençoado pelo céu,
quem te diz sou eu,
minha pura verdade.

O Comandante “Carvalho”
sobre o mar dita lei,
o homem dá trabalho,
fino que nem um alho,
tem estatuto de Rei.

Parabéns Amigão,
aniversário comprido,
parecias um leão,
deitado no chão,
para a borda destemido!

Bem olhaste o mar,
abrias bem a boca,
os golfinhos a chamar
o Gregório a saltar,
enjoar, é coisa louca.

Onde está o jantar?
-O Nuno pescador
vai um peixe apanhar,
a amostra trocar,
só não temos grelhador.

O Rolf está preparado
para o sushi fazer,
peixe, não foi apanhado
o fio foi esticado
o peixe é que não quer...

Contínua, barco corre,
e a tua mesa especial
o que lá cai morre,
ai morre, morre,
p´ra alegrar o pessoal.

Todos têm um desejo,
de a terra, bem chegar,
é melhor que um beijo,
estamos perto, eu já vejo,
uma sanita p´ra cagar…


Dedicado,
aos companheiros de viagem;
Amadeu, Comandante, Nuno, Carlos, Rolf,
Por esta dura esperiência,
Um abraço,

António Duarte,
24 Julho 08